
Vamos reciclar
O QUE É RECICLAGEM?
A reciclagem é o processo pelo qual um material que já cumpriu sua função original é coletado, separado e transformado para ser reutilizado como matéria-prima em um novo produto.
Segundo organizações internacionais especializadas, a reciclagem faz parte de uma estratégia mais ampla de gestão de recursos e resíduos, cujo objetivo é reduzir a extração de matérias-primas virgens, diminuir o consumo de energia e minimizar o impacto ambiental dos produtos ao longo de todo o seu ciclo de vida.
No entanto, a reciclagem não reduz automaticamente o impacto ambiental. O processo envolve transporte, consumo de energia, perda das propriedades do material e, em muitos casos, limitações quanto ao número de vezes que um material pode ser reciclado de forma eficaz.
Por essa razão, instituições especializadas concordam que a reciclagem deve ser entendida como uma ferramenta, não como uma solução absoluta, e deve sempre ser avaliada juntamente com outros fatores, como durabilidade, reparabilidade, reutilização e rastreabilidade dos materiais.
Fontes e referências:
Reciclado, reciclável e durável não são a mesma coisa.
Reciclagem:
Um material reciclado é aquele que provém total ou parcialmente de resíduos que já tiveram um uso anterior.
Isso descreve sua origem, não seu impacto ambiental real ou seu desempenho a longo prazo.
Um produto feito com material reciclado ainda pode apresentar:
alto consumo de energia,
curta expectativa de vida,
impossibilidade de reparo,
ou que rapidamente se transformem em lixo novamente.
Reciclável:
Um material reciclável é aquele que tecnicamente pode ser reprocessado ao final de sua vida útil.
Isso não garante que ele será de fato reciclado. Para que isso aconteça, é necessário que ocorra o seguinte:
infraestrutura adequada,
processos industriais disponíveis,
viabilidade econômica,
e sistemas de coleta e triagem.
Muitos materiais recicláveis nunca são reciclados na prática.
Durável:
Durabilidade refere-se ao tempo durante o qual um produto pode cumprir sua função sem precisar ser substituído.
Diversas organizações especializadas concordam que prolongar a vida útil de um produto geralmente tem um impacto ambiental menor do que reciclá-lo repetidamente, pois evita:
nova extração de recursos,
processos industriais adicionais,
transporte e consumo extra de energia.
Por que essa diferença é importante?
Confundir esses conceitos leva a simplificações excessivas frequentes:
Partindo do pressuposto de que a “reciclagem” é automaticamente sustentável,
Priorizar a origem do material em detrimento de sua vida útil.
ignorando fatores como reparo, manutenção e rastreabilidade.
Por essa razão, a reciclagem deve sempre ser analisada dentro de uma estratégia mais ampla que considere a durabilidade, o uso responsável dos materiais e todo o ciclo de vida do produto.
Reutilização criativa, reutilização simples e escolhas conscientes
Nem todas as práticas associadas à reciclagem geram o mesmo impacto ambiental ou respondem aos mesmos critérios técnicos.
Ao reutilizar materiais, é essencial distinguir entre reciclagem de baixo valor e reciclagem de alto valor, pois cada abordagem tem consequências muito diferentes na durabilidade, no valor e no ciclo de vida de um produto.
Reciclagem para baixo:
A reciclagem de baixo valor ocorre quando um material reciclado perde propriedades, qualidade ou valor funcional a cada novo uso.
Essa abordagem frequentemente resulta em objetos com vida útil limitada, reparos difíceis ou desempenho ruim, que eventualmente se tornam lixo novamente.
Mesmo que o material tenha origem reciclada, o resultado final ainda pode responder a uma lógica de uso curto e substituição frequente, sem reduzir significativamente o impacto ambiental geral.
Reutilização criativa:
A reciclagem criativa busca o oposto: reutilizar materiais para criar peças de maior valor, vida útil mais longa e maior continuidade ao longo do tempo.
Na Rekithara, a reutilização criativa não é entendida como uma solução estética ou uma ação simbólica, mas sim como uma decisão de design e um critério técnico:
Criar objetos projetados para durar, para serem usados, mantidos e reparados, sem perder sua função ou significado ao longo do tempo.
Reciclagem e compatibilidade de materiais
Ao falar sobre reciclagem, é importante esclarecer que nem todos os materiais podem ser reciclados juntos.
No caso dos polímeros, a reciclagem eficaz ocorre dentro da mesma família de materiais.
Misturar diferentes tipos de plásticos, resinas ou polímeros incompatíveis não constitui reciclagem, pois impede o reprocessamento adequado e compromete suas propriedades mecânicas e estruturais.
Esse tipo de mistura geralmente gera materiais de baixa qualidade, difíceis de reutilizar e, em muitos casos, impossíveis de reciclar novamente, o que contradiz o objetivo original da reciclagem.
Um critério mais amplo
Por essa razão, a reciclagem deve ser analisada dentro de um contexto mais amplo que inclua:
compatibilidade real dos materiais,
durabilidade do objeto final,
possibilidade de manutenção e reparo,
e permanência ao longo do tempo.
Reduzir o impacto ambiental não depende de quantos objetos são produzidos a partir de resíduos, mas sim de como eles são projetados, de sua durabilidade e de sua capacidade de manter o valor ao longo de sua vida útil.
Transparência antes dos rótulos
Falar de sustentabilidade também implica aceitar limites, decisões e compromissos reais, e não apenas resultados desejáveis.
Por essa razão, diversas instituições concordam que a comunicação responsável deve se basear em:
definições claras,
informações verificáveis,
e critérios técnicos consistentes.
A sustentabilidade não se demonstra apenas com rótulos, mas sim com decisões de design, materiais e uso a longo prazo.
Por qué REKITHARA es importante
Después de entender qué es reciclar, cuáles son sus límites y por qué el Greenwashing existe, queda claro que lo importante no es lo que se dice, sino las decisiones que se toman.
En Rekithara, la sostenibilidad se trabaja desde la acción: cómo se diseña, con qué materiales se construye y cuánto tiempo se espera que un instrumento exista y siga siendo relevante.
Materiales pensados para perdurar
Trabajamos con materiales que mantienen sus propiedades en el tiempo, que pueden reciclarse dentro de su misma familia sin degradarse y que están preparados para soportar décadas de uso real.
Metales como el acero inoxidable, el bronce y el cobre son altamente reciclables, no pierden prestaciones con el paso del tiempo y toleran exigencias extremas sin comprometer su función.
Del mismo modo, utilizamos maderas premium correctamente estacionadas, seleccionadas por su estabilidad, su comportamiento estructural y su capacidad de envejecer bien, no por conveniencia inmediata.
Diseño consciente, no consumo planificado
Nuestros instrumentos no están pensados para ciclos de reemplazo ni para justificar “upgrades” constantes.
Están diseñados para:
durar generaciones,
poder mantenerse y repararse,
conservar valor funcional, estético y musical con el tiempo.
Un instrumento que no necesita ser reemplazado reduce de forma directa el consumo de recursos y el descarte innecesario.
Precisión y fabricación responsable
La precisión en la fabricación no es solo una cuestión de calidad, también tiene impacto.
Un instrumento bien diseñado y bien construido:
reduce desperdicio,
evita reemplazos innecesarios,
extiende su vida útil real.
Cada decisión técnica busca coherencia entre material, función y permanencia.
Transparencia y comunidad
REKITHARA apuesta por una relación abierta con su comunidad:
sin discursos vacíos,
sin promesas absolutas,
sin ocultar decisiones ni limitaciones.
Creemos que la información clara permite elecciones más conscientes, y que una comunidad informada es parte fundamental de cualquier enfoque responsable.
Una forma distinta de entender el valor
Para REKITHARA, el valor no está en producir más, sino en producir mejor.
Menos objetos, mejor pensados, construidos para permanecer y seguir teniendo sentido con el paso del tiempo.
Eso también es sostenibilidad.

